O Sintrafite reforçou, nesta semana, a mobilização pelo fim da escala 6×1 e pela redução da jornada de trabalho sem redução salarial. O tema abriu o Programa Sintrafite, apresentado pelo dirigente sindical Altair Stofela, que também fez um alerta aos associados sobre o uso correto dos benefícios oferecidos pela entidade.
Stofela destacou a participação do Sintrafite na 6ª Marcha dos Catarinenses, realizada na terça-feira, 18 de agosto, em Florianópolis. A mobilização partiu da região da Ponte Hercílio Luz, ao lado do Parque da Luz, e seguiu até a Praça Tancredo Neves, em frente à Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc).
Organizada por centrais sindicais, sindicatos e movimentos sociais, a marcha reuniu trabalhadores de diversas regiões do estado. Entre as principais reivindicações estavam o fim da escala 6×1 e a redução da jornada sem redução salarial.
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 foi aprovada em dois turnos pela Câmara dos Deputados, em maio, e encaminhada ao Senado. O texto estabelece uma jornada máxima de 40 horas semanais, distribuída em cinco dias, com dois dias de descanso e sem redução dos salários. Em 14 de agosto, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, anunciou o envio da proposta às comissões competentes.
Para Altair, a mobilização precisa continuar até que a matéria avance no Senado. Ele também pediu que os trabalhadores cobrem uma posição dos representantes políticos de suas cidades e dos senadores.
“Nós não somos máquinas. Somos seres humanos. Precisamos trabalhar, mas também precisamos descansar. Nossa família precisa da gente em casa, com tempo para o lazer e para a convivência”, defendeu.
O Sintrafite mantém na sede materiais informativos sobre a campanha nacional. Os panfletos reforçam que a luta agora está no Senado e apresentam os impactos positivos da redução da jornada para os trabalhadores, as empresas e o país.
Uso correto dos benefícios
Na segunda parte do programa, Altair orientou os associados sobre a responsabilidade no uso dos benefícios mantidos pelo sindicato. Conforme o Estatuto do Sintrafite, a estrutura da entidade deve ser utilizada pelo associado e por seus dependentes regularmente cadastrados.
O dirigente citou situações relacionadas à Farmácia do Trabalhador Têxtil, como a utilização de receitas emitidas em nome do associado para a retirada de medicamentos destinados a pessoas que não pertencem ao quadro associativo nem constam como dependentes.
Segundo Altair, esse tipo de conduta prejudica o patrimônio coletivo e pode resultar na exclusão do associado, conforme determina o Estatuto. Ao identificar uma irregularidade, a diretoria precisa adotar as providências previstas pelas normas da entidade.
A orientação vale para trabalhadores da ativa e aposentados. Os benefícios conquistados e mantidos pelo sindicato pertencem ao conjunto dos associados e precisam ser utilizados com responsabilidade.